Análise: Oposição quer conter governistas em CPMI do INSS
Líderes oposicionistas planejam estratégias para impedir que governistas assumam posições-chave na comissão, visando maximizar o impacto político da investigação

A oposição ao governo Lula está se mobilizando para conter o avanço dos governistas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O movimento surge após o Palácio do Planalto intensificar esforços para indicar nomes à composição da Comissão.
O governo já considera certa a instalação da CPMI, focando agora em uma estratégia de "redução de danos". O objetivo é escalar governistas para postos-chave na comissão, disputando especificamente a presidência ou a relatoria.
Em resposta, a oposição está articulando medidas para impedir que representantes alinhados ao governo ocupem essas posições estratégicas. Uma reunião de líderes oposicionistas ocorreu nesta terça-feira (20) para discutir táticas.
Entre as ações planejadas, está a solicitação de um encontro urgente com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Os oposicionistas descrevem a movimentação como uma "operação de guerra" para evitar atrasos adicionais na instalação da CPMI e garantir que ela ocorra nos termos desejados pela oposição.
Mesmo reconhecendo o tamanho e a influência do bloco governista, a oposição aposta que, independentemente de quem assuma a presidência ou relatoria, seis meses de uma CPMI do INSS serão "matadores" para a imagem do governo.
A expectativa é que a investigação cause significativo desgaste político, mesmo que não consigam impedir totalmente a presença de governistas em posições-chave.



