Brasil e EUA farão reunião para discutir tarifaço na próxima semana
Jamieson Greer, do USTR, e Márcio Elias, do MDIC, marcaram chamada de vídeo para tratar do tema

O representante do USTR (Escritório de Comércio dos Estados Unidos), Jamieson Greer, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, combinaram de fazer uma reunião por vídeo na semana que vem para discutir o tarifaço americano contra produtos brasileiros.
A CNN conversou com o ministro Elias Rosa, que confirmou a informação. Segundo ele, os dois trataram do tema logo após a ligação entre Lula e Trump.
"O próprio embaixador Greer fez contato. Falou comigo, mandou mensagem no meu telefone pessoal. Combinamos de nos reunirmos, por vídeo, na semana que vem", afirmou.
O presidente dos Estados Unidos perguntou ao chefe do Executivo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre as eleições no Brasil durante a ligação telefônica que tiveram nesta sexta-feira (21), de acordo com fontes ouvidas pela CNN.
Segundo a reportagem apurou, Lula respondeu ao americano que as campanhas estão transcorrendo com tranquilidade e que há vários candidatos à Presidência. O presidente também defendeu o sistema eleitoral brasileiro, afirmando que a Justiça Eleitoral brasileira garante eleições livres e transparentes.
Ainda de acordo com interlocutores, em momento algum foi mencionado, por nenhuma das partes, o nome de qualquer integrante da família Bolsonaro. Também não houve comentários sobre ministros do Supremo Tribunal Federal, nem sobre a possibilidade de nova aplicação da Lei Magnitsky novamente contra Alexandre de Moraes.
Em nota, o Palácio do Planalto disse que Trump concordou com "a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível".
"Sobre a recente imposição de novas tarifas ao Brasil em decorrência das investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o presidente Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas", diz trecho da nota.
