Débora Bergamasco
Blog
Débora Bergamasco

Débora Bergamasco é jornalista, com passagem pelas redações de Estadão, Folha, O Globo, Época, IstoÉ e SBT

Hugo diz à CNN que rejeitará “força bruta” na condução da Câmara

Presidente da Casa afirmou que o diálogo será sempre prioridade durante sua gestão

Compartilhar matéria

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), disse à CNN que rejeitará a “força bruta” na condução dos trabalhos na Casa.

“Se só é possível defender a democracia por meio da força bruta, então não temos democracia! Enquanto muitos torcem por atos arbitrários e violentos, quero reforçar que eu sou guiado por Deus, primeiramente, e pela paz. O diálogo será sempre a ferramenta utilizada por mim para estar à frente da Câmara dos Deputados, a Casa do Povo”, afirmou.

Hugo negou, nesta quinta-feira (7), que tenha negociado contrapartidas envolvendo a pauta da Casa com integrantes da oposição para que desocupassem o plenário.

Ele declarou que a presidência é “inegociável” e sinalizou que deve tomar “providências” até o fim do dia contra parlamentares que obstruíram os trabalhos.

Questionado sobre o possível afastamento de deputados envolvidos na ocupação, Hugo declarou que deve adotar medidas ainda nesta quinta-feira: “Providências serão tomadas até o final do dia de hoje”, afirmou.

Como a CNN mostrou, a Mesa Diretora elaborou um ato para punir, com suspensão de até seis meses, os parlamentares que atrapalharam a realização de sessões no plenário.

Na noite de quarta-feira (6), após uma série de conversas — que incluíram o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) —, Hugo conseguiu dar início aos trabalhos no plenário. A ocupação durou mais de 24 horas. O presidente abriu a sessão, mas não houve votação. Ele apenas fez um discurso em que ressaltou a necessidade de diálogo.

A oposição tomou o plenário na terça-feira (5), em protesto à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). O grupo também reivindica o avanço do projeto sobre a anistia aos condenados do 8 de janeiro e da proposta sobre o fim do foro privilegiado. Integrantes da oposição anunciaram que Hugo teria concordado em pautar as matérias.

Hugo diz à CNN que rejeitará “força bruta” na condução da Câmara | Blogs | CNN Brasil