Lula é orientado a manter discurso de soberania
Apesar de diálogo com EUA, Brasil segue sancionado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende manter em seus discursos, sobretudo os internacionais, menções à defesa da soberania nacional e da democracia.
Na carta lida na abertura da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Lula bateu forte nesse tema, e a declaração foi interpretada como um recado especialmente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao seu tarifaço.
Embora o contexto atual esteja mais favorável — já que Lula e Trump vêm construindo uma relação de diálogo —, auxiliares do presidente destacam que o Brasil não vai recuar agora. Argumentam que o país segue sancionado, com 40% de tarifas extras, e que autoridades brasileiras continuam sob sanções. E mais: dizem que a postura do Brasil até agora, de não se curvar e fazer críticas, “é uma fórmula que funcionou”, segundo fontes ouvidas pela CNN.
Lula viaja neste fim de semana a Roma, na Itália, para participar da celebração dos 80 anos da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e da saída do Brasil do mapa da fome — ocasião em que os temas da soberania e da democracia podem voltar a aparecer.
No fim do mês, Lula vai à Indonésia e à Malásia, onde tem discursos programados.



