Débora Bergamasco
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Débora Bergamasco

Débora Bergamasco é jornalista, com passagem pelas redações de Estadão, Folha, O Globo, Época, IstoÉ e SBT

MP pede corte de Bolsa Família para quem aposta

Procurador junto ao TCU quer suspensão de benefício a usuários das bets

Pessoa segurando cartão do programa bolsa família
MP solicita que o tribunal declare ilegal qualquer utilização de cartão social  • Divulgação/MDAS
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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) enviou uma representação pedindo a suspensão do pagamento de benefícios sociais para quem apostar em jogos de azar -- incluindo as bets -- daqui para frente.

O MP solicita também que o tribunal declare ilegal qualquer utilização de cartão social, como o Bolsa Família, para fazer apostas.

A petição é assinada pelo subprocurador-geral do MP, Lucas Rocha Furtado.

O presidente do TCU, Bruno Dantas, já estava estruturando uma "mega-auditoria" para avaliar os impactos negativos das apostas na efetividade de políticas públicas.

Entretanto, o senso de urgência tomou nova proporção quando o Banco Central divulgou dados indicando que só em agosto deste ano, beneficiários do Bolsa Família gastaram cerca de R$ 3 bilhões por meio de pix. Esse pente-fino será agilizado pelos técnicos.

De acordo com o documento, a média gasta pelos beneficiários do programa social com as apostas no período foi de R$ 100. Dos apostadores, 4 milhões (70%) são chefes de família (quem de fato recebe o benefício) e enviaram R$ 2 bilhões (67%) por PIX para as bets.