Flávio avalia participar de evento católico em Brasília no feriado
O líder religioso, Frei Gilson, conhecido por reunir um grande número de seguidores nas redes sociais, deve participar do evento na capital

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), avalia participar das celebrações de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e de Brasília, na próxima segunda-feira (12), feriado nacional, na Esplanada dos Ministérios.
A programação religiosa deve contar com a presença de Frei Gilson, um dos religiosos católicos de maior alcance nas redes sociais. Como adiantado pela CNN, o candidato do PL não deve ir a Aparecida do Norte.
A possível participação do presidenciável ocorre em meio à disputa pelo eleitorado católico no segundo turno das eleições e após a fake news envolvendo a padroeira do Brasil. Na reta final do primeiro turno, circularam nas redes sociais informações falsas de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do país, caso fosse eleito presidente.
A informação foi associada a um projeto de lei apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli, posteriormente ligado ao governo de Jair Bolsonaro. A proposta, que pretendia alterar a denominação da padroeira, foi arquivada em 2008 e não teve participação de Flávio. O senador negou qualquer intenção de retomar a iniciativa e acionou a Justiça Eleitoral para combater a disseminação dos conteúdos.
Na quinta-feira (8), Flávio recebeu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida das mãos do arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, durante uma visita à Arquidiocese. O encontro ocorreu após o embate envolvendo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que negou ter disseminado informações falsas sobre o candidato.
A programação do feriado prevê a celebração de uma missa solene, às 17h, presidida pelo cardeal Paulo Cezar Costa, seguida de uma procissão luminosa pela Esplanada dos Ministérios. O encerramento será marcado por uma apresentação musical de Frei Gilson, sacerdote da congregação Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo, conhecido pelas transmissões de orações que mobilizam milhões de fiéis nas redes sociais. O religioso reúne mais de 30 milhões de seguidores nas plataformas digitais.
A CNBB orienta que os sacerdotes não participem de campanhas eleitorais. A determinação, no entanto, não impede a presença de políticos em celebrações religiosas, desde que os eventos não sejam transformados em atos eleitorais.



