Elijonas Maia
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Maranhense radicado em Brasília, cobre investigações policiais e os bastidores da segurança pública há 15 anos

Sancionada presa pela PF por suposta ligação com PCC é solta

Justiça decidiu por alvará de soltura de Stella Stefanie Nunes e não converteu temporária em preventiva

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A Justiça Federal mandou soltar na noite desta terça-feira (7) a secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, sancionada pelos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), e presa em operação na manhã de sexta-feira (4) da PF (Polícia Federal)

A prisão temporária era de cinco dias. A Justiça, no entanto, entendeu por não converter em preventiva e decidiu pela soltura.

Além dela, o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que também foi sancionado pelo Departamento de Tesouro dos EUA foi alvo da Operação Exchange, mas não foi encontrado. Ele continua foragido.

Mais de 50 agentes cumpriram 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Ao todo, sete pessoas foram presas.

A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$ 10,4 bilhões.

À CNN Brasil, no dia da operação, a defesa de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira informou que, após análise do referido procedimento, ingressará com o pedido de revogação da prisão temporária.

Em nota, a defesa de Victor Shimada informou que ainda não tinha acesso às decisões judiciais que fundamentaram a operação. A defesa de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira informou que recebe a decisão com "respeito e serenidade". Veja: 

"A defesa de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, constituída pelos advogados Robson Cyrillo, Filipe Cheles, Henrique Cavalheiro e Gabriel Constantino, informam que, na presente data, o Juízo decidiu pela não conversão da prisão temporária em prisão preventiva, razão pela qual foi determinada sua imediata soltura, devendo a decisão ser cumprida ainda hoje. Em respeito ao segredo de justiça que recai sobre a investigação, a defesa não comentará o conteúdo da decisão nem os elementos constantes dos autos. A defesa recebe a decisão com respeito e serenidade, por entender que ela observa rigorosamente os pressupostos legais das medidas cautelares e reafirma sua confiança de que a inocência de Stella será plenamente demonstrada no decorrer da investigação".

As sanções

Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e Victor Shimada foram sancionados pelos EUA, que citam a secretária como uma associada próxima e parente de Victor, tendo trabalhado como sua secretária e intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro.

Segundo o departamento americano, ela fornecia serviços logísticos essenciais que apoiaram Shimada e sua rede em suas operações de lavagem de dinheiro.