Elijonas Maia
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Maranhense radicado em Brasília, cobre investigações policiais e os bastidores da segurança pública há 15 anos

Listas de bicheiro Adilsinho embasaram nova fase de operação

Presidente estadual do União Brasil e ex-chefe da Polícia Civil são alvos da PF no Rio de Janeiro

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A sexta fase da operação Unha e Carne, da PF (Polícia Federal) no Rio de Janeiro, tem como base as listas apreendidas de Adilson Oliveira, contraventor do jogo do bicho conhecido como Adilsinho, com mais de 20 políticos enumerados.

O material estava na mesa de cabeceira e foi apreendida pela PF em 2022, passando a ser investigada. Com cruzamento de dados e relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a PF chegou a alguns nomes de investigados.

Entre eles, Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), pré-candidato ao Senado, presidente do União Brasil no Rio; e o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil do estado, segundo integrantes da PF.

A PF suspeita que as listas de Adilsinho com os valores poderiam ser pagamento de propina e doação de campanhas eleitorais. São mais de 20 políticos listados.

O contraventor está preso e foi alvo de novo mandado de prisão na semana passada, na quinta fase da Unha e Carne. Ele está na Penitenciária Federal de Brasília.

Na manhã desta terça-feira (7) a PF mira um esquema bilionário de lavagem de dinheiro com postos de combustíveis no Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Essa investigação já levou à prisão os políticos Rodrigo Bacellar, TH Joias, Thiago Rangel e o pastor Márcio Poncio.

As defesas de Canella e Amim ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto.