Elijonas Maia
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Maranhense radicado em Brasília, cobre investigações policiais e os bastidores da segurança pública há 15 anos

AGU suspende salário de ex-procurador do INSS preso pela PF

Virgilio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho é apontado pela investigação como participante de esquema de fraudes em descontos associativos a aposentados

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A AGU (Advocacia-Geral da União) suspendeu o salário do procurador federal Virgílio Oliveira Filho (foto em destaque), que está preso desde novembro do ano passado pela PF (Polícia Federal) no âmbito das investigações das fraudes bilionárias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O servidor ganhava um salário de R$ 32.439,52, além de verbas indenizatórias de R$ 1.800,80 e R$ 19.743,23 de honorários advocatícios, totalizando cerca de R$ 53 mil mensais.

Segundo a AGU, o pagamento da remuneração do procurador federal foi suspenso por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), no mesmo dia da decisão de de prisão preventiva.

“O entendimento dos órgãos internos da Advocacia-Geral da União foi no sentido de que a restrição da liberdade, com consequente ausência ao serviço, acarretaria suspensão dos subsídios recebidos pelo procurador federal”, aponta a AGU.

Segundo investigação da PF, o ex-procurador-geral teria ratificado um entendimento técnico que levou ao desbloqueio em lote de benefícios para descontos associativos a pedido da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), uma das entidades envolvidas no caso.

A investigação também diz que o ex-procurador e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson, continuaram a ocultar bens mesmo após o início das investigações da Operação Sem Desconto, que o levou à prisão.

De acordo com o inquérito, o casal teria atuado de forma coordenada para “neutralizar a eficácia das medidas judiciais”, adotando estratégias de ocultação patrimonial e frustração da persecução penal.

Virgílio foi afastado da instituição em abril do ano passado e chegou a ser ouvido pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS em outubro, um mês antes da prisão.

A CNN Brasil busca o contato da defesa do ex-procurador. O espaço segue aberto.