Caso INSS ainda tem uma centena de materiais para serem analisados
PF analisa buscas, quebras de sigilos, delação de Mauricio Camisotti e quer entregar relatório em breve

O caso de fraudes bilionárias em descontos associativos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ainda tem mais de uma centena de materiais para serem analisados, segundo envolvidos nas investigações.
As análises vão se debruçar em material apreendido, como documentos, celulares, HDs externos, tomada de depoimentos, quebras de sigilos, pedida de advogados e um ponto crucial: a delação de Mauricio Camisotti.
A PF (Polícia Federal) tem 12 inquéritos abertos espalhados nos estados sobre as fraudes de cerca de R$ 6 bilhões, sob coordenação de Brasília. A investigação está sob a relatoria do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O ministro, inclusive, é quem deve enviar os anexos da delação de Camisotti à PGR (Procuradoria-Geral da República) para uma manifestação. Só após essa etapa que avaliará se aceita para homologar o acordo ou não.
A PF colheu cerca de dez depoimentos de Camisotti em São Paulo. Ele foi transferido do presídio de Guarulhos para o prédio da Superintendência para fechar a delação, no mês passado.
No entanto, a CNN Brasil mostrou que a PF está em força-tarefa para colher 35 depoimentos ainda faltantes na investigação. Entre eles, ex-servidores do INSS e ex-assessores do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado.
Apesar do volume de análises em andamento, integrantes da PF dizem que a expectativa é de relatar esse inquérito “brevemente” ao STF, ainda no primeiro semestre.


