Elijonas Maia
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Maranhense radicado em Brasília, cobre investigações policiais e os bastidores da segurança pública há 15 anos

Caso Master: Mendonça manda apreender passaporte de Thiago Miranda

Publicitário ligado a Vorcaro fica proibido de sair do Brasil; PF apontou risco de fuga após encontrar passagem comprada para os Estados Unidos

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O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou neste sábado (11) a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda e proibiu que ele deixe o Brasil. O magistrado é o relator do caso Master.

A decisão de Mendonça é uma resposta a um pedido da PF (Polícia Federal), que apontou risco de fuga do empresário dono da agência MiThi após a investigação identificar uma viagem comprada por ele para os Estados Unidos para a próxima segunda-feira (13).

Thiago Miranda foi alvo da décima fase da operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (9), que investiga a atuação de uma possível organização criminosa relacionada ao Banco Master, dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.

Miranda é apontado como responsável por coordenar uma rede de influenciadores digitais que atuava nas redes sociais para tentar desgastar a credibilidade do Banco Central e defender o Master durante as negociações para a compra do banco pelo BRB.

Segundo a PF, o grupo oferecia até R$ 2 milhões a influenciadores para atuar na estratégia. Miranda disse à PF que o esquema tinha o aval de Daniel Vorcaro, dono do Master, mas que se tratava, na verdade, de “gestão de crise” e não direcionado a ataques ao BC.

Em nota encaminhada neste sábado (11), a defesa de Miranda diz que ele colaborou com as investigações desde o início e nega qualquer irregularidade. Além disso, também criticam o vazamento de informações seletivas à imprensa antes de qualquer intimação formal, alegando o prejuízo ao direito de defesa.

"Desde o início das investigações, o Sr. Thiago Miranda adotou postura estritamente colaborativa, pautada pela boa-fé e pela mais absoluta lealdade processual, comparecendo espontaneamente a todos os atos para os quais foi convocado e prestando os esclarecimentos que lhe foram solicitados", escreveram.

"A defesa nega enfaticamente a prática de qualquer irregularidade por parte de seu constituinte, confiante de que, ao final da regular instrução, restará plenamente demonstrada a improcedência das suspeitas que lhe são atribuídas", acrescentaram.