Diretores da PF declaram apoio a Andrei e colocam cargos à disposição
Andrei Rodrigues foi afastado do cargo de diretor-geral da PF por decisão de André Mendonça
Diretores da PF (Polícia Federal) divulgaram nesta terça-feira (8) nota em que colocam os próprios cargos à disposição e declaram apoio a Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF que foi afastado do cargo por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça.
A decisão de Mendonça também afastou o delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.
“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, afirmam os diretores.
Os diretores afirmam que Andrei tem "atuação técnica, isenta e responsável".
"Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja.
Assim, cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores", declaram.
Andrei Rodrigues foi afastado em meio a divergências entre a PF e André Mendonça, relator dos casos do Banco Master e das fraudes no INSS.
O ministro determinou o afastamento depois de Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria dos dois casos.
Segundo Mendonça, os relatórios revelam um "monitoramento sistemático e ilegal", realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A Segunda Turma do STF formou maioria para manter Andrei afastado da direção da PF. O julgamento, porém, está suspenso por pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Gilmar Mendes, o que atrasa a proclamação do resultado colegiado.
Chefes regionais defendem "serenidade"
A maioria dos superintendentes regionais da PF defende “serenidade” após o afastamento de Andrei Rodrigues. Um superintendente ouvido pela CNN diz que a PF precisa de serenidade neste momento, sem reação imediata. Já outro, que é preciso aguardar os próximos passos.
Há, ainda, uma parcela dos chefes regionais da PF que defende a saída dos cargos em resposta à decisão de Mendonça.



