Elijonas Maia
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Elijonas Maia

Maranhense radicado em Brasília, cobre investigações policiais e os bastidores da segurança pública há 15 anos

PF investiga evasão de divisas em dinheiro de Vorcaro no filme "Dark Horse"

Abertura de inquérito foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF

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Após o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizar inquérito para investigar financiamentos ao filme "Dark Horse", a PF (Polícia Federal) reúne elementos para apurar crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção.

A equipe de investigação vai analisar notas fiscais, pedir quebras de sigilos bancários e reunir depoimentos sobre o caso. Entre eles, de Daniel Vorcaro.

A produção audiovisual narra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e teve aporte de R$ 61 milhões do ex-banqueiro a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O senador nega irregularidades, sob o argumento de que o financiamento foi um acordo privado firmado em um momento em que ainda não pairavam suspeitas sobre o Banco Master.

A investigação, no entanto, quer seguir a rota do dinheiro para saber se o aporte milionário foi em sua totalidade ao filme. A PF também busca entender a origem do dinheiro, já que a investigação é dentro do âmbito da teia de fraudes do banco Master e suas conexões.

Investigadores suspeitam que parte do valor pode ter sido usada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. O ex-deputado nega o recebimento de qualquer valor ligado a Vorcaro.

No rol do inquérito, a apuração inclui a atuação do publicitário Thiago Miranda, já investigado por coordenar ataques ao BC (Banco Central) a mando do ex-banqueiro. O empresário admitiu ter intermediado negociação entre Flávio e Vorcaro. Ele alvo da PF há duas semanas e teve o passaporte apreendido.

Em nota, a defesa de Thiago Miranda também nega a prática de qualquer ilegalidade e afirma que a existência de uma investigação não permite antecipação de culpa.