PF tem depoimentos de ex-sócio de Vorcaro e ex-diretor do BRB nesta semana
Augusto Lima é considerado peça-chave no esquema investigado entre Master e o banco público de Brasília

A PF (Polícia Federal) deve colher nesta semana os depoimentos de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e de um ex-diretor do BRB (Banco Regional de Brasília).
A previsão é de que sejam ao menos cinco interrogatórios no âmbito da Compliance Zero.
Além de Lima e de um ex-diretor financeiro do Master, a PF também vai interrogar responsáveis pela empresa Tirreno que, segundo investigações da Polícia Federal, foi utilizada pelo Master em esquemas bilionários de fraude e simulação de ativos financeiros.
Lima já havia sido intimado para prestar esclarecimentos em janeiro, mas o interrogatório foi cancelado após a defesa avisar que ficaria em silêncio caso não tivesse acesso aos autos e todas as provas já colhidas.
Em outras ocasiões, empregados do Banco Regional de Brasília com conhecimento das operações financeiras também devem ser ouvidos.
O depoimento de Augusto Lima é tratado como peça-chave nas fraudes do principal inquérito da PF sobre Master com a ligação Tirreno, Cartus e BRB.
Em janeiro deste ano, em depoimento à PF, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa afirmou que cobrou Daniel Vorcaro por informações sobre a Tirreno.
"Quando a gente começa a perceber que as áreas operacionais estão tendo dificuldade de obter acesso às informações, como executivo, me cabe escalar e cobrar pessoas num nível mais alto. Então, no caso concreto, quando a gerência de sessão, quando a superintendência de sessão, quando a diretoria financeira começa a ter dificuldade, a minha cobrança é direta no presidente do outro banco", disse.
Em janeiro deste ano, a CNN também mostrou que o nome do empresário baiano Augusto Ferreira Lima, conhecido como “Guga Lima”, é o que mais preocupa o Palácio do Planalto no caso Master, segundo pessoas próximas ao governo.
O ex-sócio de Daniel Vorcaro foi preso na primeira fase da operação em novembro do ano passado, mas posteriormente solto. O motivo de preocupação apontado é que a relação dele com o petismo é muito anterior à de Vorcaro com o Centrão.
Além dos depoimentos previstos, a PF deve ter nesta semana uma reunião com a defesa de Daniel Vorcaro sobre o futuro de sua proposta de delação premiada.



