Governo revê cronograma e adia 3 leilões de rodovias para 2027
Estimativa inicial era de 13 concessões rodoviárias em 2026, mas cronograma apertado devido às eleições fez com que certames da Rota do Café e de rodovias em SC fossem postergados para o próximo ano

O governo reduziu o cronograma de leilões de rodovias previsto para este ano, em meio ao calendário apertado devido às eleições gerais de outubro. Inicialmente o Ministério de Transportes previa 13 concessões rodoviárias para 2026, mas, passado mais da metade do ano, realizou apenas três, o que dificultou o cumprimento da meta.
A CNN apurou que os três leilões que ficaram para 2027 são da BR-393/RJ (Rodovia do Aço/Rota Vale do Café) e os lotes 1 e 3 das rodovias integradas de Santa Catarina.
O governo agora foca no andamento das seguintes concessões: Rota do Pequi (BR-060, entre Brasília e Goiânia); Rota Agro Central (BR-070/174/364, entre Mato Grosso e o sul de Rondônia; nova ligação de Pipa, Rio Grande do Norte; Rota 2 de Julho (BR-116/324 - antiga ViaBahia) e dois lotes rodoviários no Rio Grande do Sul.
Alguns dos projetos ainda estão sob estudo ou análise do TCU (Tribunal de Contas da União), mas a expectativa do governo é que a maioria dos leilões seja realizada entre novembro (Rota 2 de Julho) e dezembro (Rota Agro Central e Rota do Pequi) deste ano.
Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (12), o ministro dos Transportes, Goerge Santoro, admitiu que a meta inicial de 13 leilões de rodovias para 2026 não está mais no horizonte, mas pontuou a necessidade de a pasta ter trabalhado com uma meta "ambiciosa".
“Se eu coloco uma meta muito pequena, as expectativas são pequenas. Nós colocamos metas ambiciosas”, afirmou.
O leilão rodoviário mais recente realizado foi o da Régis Bittencourt, trecho estratégico que liga São Paulo (SP) a Curitiba (PR) e foi vencido pela EPR após desconto oferecido de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio.



