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    Fernando Nakagawa

    Fernando Nakagawa

    Repórter econômico desde 2000. Ex-Estadão, Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Paulistano, mas já morou em Brasília, Londres e Madri

    Após crise com Silveira, Petrobras reativa fertilizantes e prevê plano para setor naval

    Fertilizantes e a indústria naval estavam entre os temas do dossiê que circulou no governo contra Prates

    Após crise com Silveira, Petrobras reativa fertilizantes e prevê plano para setor naval
    Após crise com Silveira, Petrobras reativa fertilizantes e prevê plano para setor naval

    Após a crise gerada pela disputa por poder na Petrobras, a estatal avançou com anúncios alinhados aos desejos do Palácio do Planalto e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Nas últimas horas, a companhia dirigida por Jean Paul Prates anunciou planos para a retomada das operações em fertilizantes, além da promessa de um novo plano de apoio ao setor naval.

    Fertilizantes e a indústria naval estavam entre os temas do dossiê que circulou no governo contra Prates. Nos dois casos, a gestão do atual presidente era criticada pela falta de investimentos nas duas áreas.

    Ontem, dia 17, a diretoria da Petrobras aprovou por unanimidade para retomada das atividades na fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados. A unidade no Paraná está desativada – ou hibernada, na linguagem da indústria – desde 2020 por decisão da presidência da estatal no governo de Jair Bolsonaro.

    A intenção de retomar os trabalhos na unidade paranaense foi divulgada de maneira concreta em agosto do ano passado. Na ocasião, a Petrobras anunciou estudos para viabilidade técnica e econômica da reativação das atividades no local. Agora, com o avanço desses estudos, o tema volta a caminhar.

    Esses planos para a área de fertilizantes estão sendo pensados em pelo menos duas fases. Na primeira, diz a Petrobras, o plano é “reconfigurar e consolidar operações viáveis em ativos que já pertencem à companhia”. Ou seja, em uma segunda fase, a empresa não descarta ampliar ativos para avançar com a fabricação desses insumos para o setor agropecuário.

    Em Brasília, o Palácio do Planalto e o Ministério de Minas e Energia defendem que o Brasil deve ter maior capacidade de produção de fertilizantes e insumos para o campo. O desejo é especialmente citado depois de problemas no fornecimento gerado pela guerra na Ucrânia.

    Outro avanço da pauta da Petrobras alinhado aos interesses de Silveira aconteceu nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro.

    Jean Paul Prates disse que a companhia discute atualmente com representantes do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil a costura de um programa de apoio à indústria naval. A intenção é, segundo o presidente da Petrobras, criar uma espécie de Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do mar.

    Em evento do setor de óleo e gás, Prates disse que a Petrobras planeja contratar 200 barcos de apoio até 2028 e que avalia a construção das plataformas P-84 e P-85, que devem ser as maiores da história da empresa.