Fernando Nakagawa
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Fernando Nakagawa

Repórter econômico desde 2000. Ex-Estadão, Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Paulistano, mas já morou em Brasília, Londres e Madri

Davos vira fortaleza: há quase dois soldados para cada participante

São 5.000 militares e policiais destacados para proteger cerca de 3.000 participantes do Fórum Econômico Mundial, que começa amanhã (19)

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Há quase dois agentes de segurança para cada participante. Essa é a matemática do medo para o Fórum Econômico Mundial de 2026, que começa amanhã na Suíça.

A pequena cidade de Davos, famosa por suas pistas de esqui, sempre se transforma em um bunker durante o evento, mas neste ano a preparação subiu de nível. O local virou uma verdadeira fortaleza para receber Donald Trump, a grande estrela desta edição.

A proporção impressiona. Serão 5.000 militares e policiais destacados para proteger cerca de 3.000 participantes. O aparato inédito responde ao que Walter Schlegel, chefe de segurança do Fórum, classificou como “ameaça terrorista elevada”.

A operação vai muito além do perímetro do Congress Centre – onde é realizado o evento oficial. Trata-se de um esforço conjunto que mobiliza o exército suíço, forças policiais de todos os cantões da Suíça e conta até com a cobertura aérea das vizinhas Áustria e Itália.

Quem sobe a montanha já sente o clima de sítio antes mesmo de chegar à cidade. A mais de dez quilômetros da entrada, bloqueios militares interceptam todos os veículos para inspeção documental, criando longas filas nas duas únicas rodovias de acesso aos Alpes.

A “fatura Trump” pesou na logística. A presença do presidente americano e de sua comitiva histórica inflacionou os protocolos de proteção, exigindo preparação não apenas contra atentados, mas também pelos protestos programados em diversas cidades suíças.

A preocupação da segurança, porém, não se resume à Casa Branca. O Fórum Econômico recebe 400 representantes políticos em 2026, dos quais 64 têm nível ou cargo que exigem proteção baseada no direito internacional.

Além das ameaças físicas, a guerra moderna também pauta a segurança de 2026. A preocupação também está nos ataques invisíveis.

As autoridades prometeram sistemas de última geração para detecção e abate de drones, além de um monitoramento redobrado contra ciberataques e espionagem.

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