Fernando Nakagawa
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Fernando Nakagawa

Repórter econômico desde 2000. Ex-Estadão, Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Paulistano, mas já morou em Brasília, Londres e Madri

Guerra zera importação de diesel árabe e eleva dependência russa no Brasil

Importadores não compraram nenhum litro dos maiores fornecedores do Golfo Pérsico, que responderam por 30% do volume antes da guerra

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Com a guerra no Irã, o Brasil não conseguiu importar nenhuma gota de diesel de três grandes fornecedores do combustível para o Brasil: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã. Como alternativa, os importadores quase dobraram as compras do combustível da Rússia.

De janeiro a março, quase um terço de todo o diesel importado pelo Brasil veio de três países do Golfo Pérsico.

Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento e Comércio) mostram, no primeiro trimestre, que foram importados 1,1 milhão de metros cúbicos de diesel de fornecedores da Arábia Saudita, Emirados Árabes e Omã – o equivalente a 29,1% de toda a importação brasileira.

Em abril, com a guerra em curso, o volume importado desses três países caiu a zero.

No mês passado, o Brasil importou 1,2 milhão de metros cúbicos de diesel combustível – o valor é muito parecido com a média mensal do primeiro trimestre. A origem do combustível, porém, mudou completamente.

A Rússia foi praticamente a única fornecedora do combustível ao Brasil, com participação de 91% das importações no mês. O restante, cerca de 108 mil metros cúbicos, vieram dos Estados Unidos.

Preço saltou 54%

Os dados do MDIC também mostram como o preço do diesel disparou com a guerra. Em abril, o valor médio do metro cúbico do combustível que chegou ao Brasil foi de US$ 852,74.

O preço pago pelos importadores foi 54% superior ao observado em fevereiro, antes do início da guerra. Na comparação com março, o valor subiu 23%.

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