Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Cármen Lúcia sinaliza que adotará perfil duro em eleições municipais

À frente do TSE, ministra terá como desafio conduzir uma eleição com a popularização da inteligência artificial

Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF)  • Nelson Jr./SCO/STF
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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem sinalizado que adotará perfil duro na condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o pleito municipal deste ano.

A ministra assumirá a Corte Eleitoral em junho e terá como desafio conduzir uma eleição com a popularização da inteligência artificial, sobretudo as chamadas “deep fakes”.

Em conversas reservadas, Cármen tem defendido que a Corte Eleitoral seja célere nos julgamentos e rigorosa na análise dos casos, para não permitir que notícias falsas pautem o debate eleitoral.

Nesta terça-feira (27), a ministra deu mostras do modelo que pretende adotar na Justiça Eleitoral. O plenário aprovou normas eleitorais, sugeridas por ela, como a “vedação absoluta” à utilização de deep fake.

A utilização irregular da inteligência artificial poderá ser enquadrada como uso indevido dos meios de comunicação, o que pode levar à cassação do mandato ou do registro de candidatura.

O TSE também aprovou pontos que ampliam a responsabilização e o papel das big techs responsáveis pelos provedores e redes sociais.

A norma estabelece obrigações para que as plataformas prestem seus serviços sejam prestados “em conformidade com seu dever de cuidado e com sua função social”.