Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Flávio deve propor “Plano Real da Saúde” em programa de governo

Ideia é reformular o SUS, alterar o financiamento para o atendimento da população e valorizar categorias profissionais

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O pré-candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro, deve propor um “Plano Real da Saúde” em seu programa de governo.

O senador tem contado com a ajuda do cardiologista Marcelo Queiroga, ex-ministro de Jair Bolsonaro, na formulação de propostas.

A ideia é reformular e atualizar o SUS (Sistema Único de Saúde), alterar o financiamento para o atendimento da população e valorizar categorias profissionais.

“A saúde precisa de uma espécie de Plano Real da Saúde. Um realinhamento dos valores da chamada tabela do SUS em relação ao que é necessário manter e, depois, ter um novo modelo de remuneração”, defendeu Queiroga à CNN.

O ex-ministro, que pretende ser candidato ao Senado Federal pela Paraíba, tem conversado com sindicatos e associações na discussão de propostas para o plano de governo do primogênito de Jair Bolsonaro.

“Vamos trabalhar para fazer um programa para o senador Flávio Bolsonaro para que tenhamos uma proposta de reforma do sistema de saúde alinhado ao que há de mais moderno”, afirmou.

Queiroga salientou que a ideia é promover uma gestão equilibrada e previsível, sem rupturas bruscas com o sistema atual. E que valorize os profissionais de saúde que atuam no atendimento da população.

“A gestão Jair Bolsonaro foi reformista na saúde. Nós mudamos o financiamento da atenção básica, regulamentamos a saúde digital e incorporamos tecnologias na saúde suplementar”, afirmou.

Flávio tem dialogado com outros ex-ministros da gestão do pai para a formulação de seu programa de governo, incluindo Paulo Guedes (Economia) e Adolpho Saschida (Minas e Energia).

O senador tem buscado um economista liberal, respeitado pelo mercado financeiro, para capitanear o seu plano econômico, uma espécie de novo “Posto Ipiranga”.