Flávio e Lula miram perfis moderados para eventual equipe ministerial
Candidato do PL tem mencionado mais civis e técnicos; petista quer mesclar experientes com jovens
Os dois candidatos à sucessão presidencial devem buscar um perfil moderado e de centro na composição de uma futura equipe ministerial.
O nome do PL, Flávio Bolsonaro, pretende evitar um formato escolhido por Jair Bolsonaro (PL) na composição da chefia de ministérios.
Em conversas reservadas, o senador fluminense tem mencionado um “ministério de notáveis”, com escolhidos que sejam de preferência técnicos e civis.
O candidato bolsonarista quer evitar nomes militares ou ideológicos, uma dicotomia que marcou as disputas internas da gestão do pai e é apontada como um fator de desgaste.
A equipe do senador tem citado dois exemplos que devem guiar a escolha dos demais integrantes: o do médico Cláudio Lottenberg para a Saúde e o do ex-banqueiro Marcelo Kayath para a Fazenda.
A ideia de Flávio é também escolher nomes que não sejam necessariamente alinhados ao bolsonarismo para Educação, Justiça e Segurança.
Para o comando da articulação política, integrantes da campanha defendem a escolha de um congressista experiente, de preferência de um partido do centrão, que consiga dialogar inclusive com a esquerda.
A ideia é sinalizar a composição de uma equipe ministerial de centro-direita. Por isso, o entorno do candidato diz que a expectativa é de que familiares do senador não componham o primeiro escalão, entre eles Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro ou Eduardo Bolsonaro.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, tem mencionado a necessidade de contemplar os partidos de centro diante de um Congresso Nacional que fez uma guinada para a direita.
Além disso, tem mencionado a necessidade de reformular a equipe ministerial, com mais espaço para jovens promessas da esquerda e políticos experientes em gestões municipais e estaduais de êxito.
No segundo turno, o lema adotado na campanha petista tem sido o de “Mais Nordeste e Menos Sudeste”. A ideia é tentar incorporar na gestão federal políticas públicas que foram exitosas, por exemplo, no Ceará, no Piauí e na Bahia.
O petista também pretende aproveitar a Esplanada dos Ministérios para lançar promessas para futuros pleitos, já que seria o último mandato do dirigente petista.



