Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Flávio é orientado a evitar postura agressiva em sabatinas e debates

Candidato do PL deve priorizar perfil propositivo, com críticas pontuais a Lula, para tentar atrair indecisos

O candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro, é orientado a mesclar propostas com críticas nas sabatinas e debates da reta final do segundo turno.

A estratégia desenhada pela equipe de campanha é para que o primogênito de Jair Bolsonaro evite um perfil agressivo e foque na apresentação de medidas e planos.

E, em meio à apresentação das propostas, faça críticas pontuais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sem ataques que o vinculem a uma imagem radical.

A avaliação é de que o primogênito de Jair Bolsonaro conseguiu conquistar no primeiro turno parcela do eleitorado moderado, sobretudo de mulheres da Região Sudeste.

E que, para passar na frente também no segundo turno, não pode perder esse eleitorado, que costuma ser associado aos indecisos e rejeita agressividade.

O senador fluminense pretende reafirmar que não cortará benefícios sociais e que, diferentemente de seu adversário, sempre defendeu a redução da maioridade penal no país.

Na campanha de direita, a anistia a Jair Bolsonaro é um tema tratado como delicado para a fase final, já que pesquisa aponta que a maioria do eleitorado rejeita a medida.

Além disso, focar na defesa do impeachment de ministros da Suprema Corte, o que tem maior adesão junto ao eleitorado brasileiro que elegeu a maior bancada do PL no Senado Federal.

O candidato de direita também prepara anúncios focados para mulheres, o que inclui crédito para a abertura de negócios e punição maior para feminicídio.