Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Flávio e Zema divergem sobre plano de privatizações

Senador deve propor desestatização de empresas como os Correios, mas poupa a Petrobras; ex-governador de Minas promete privatizar a estatal de capital aberto

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A discussão sobre uma eventual privatização de estatais diferencia os discursos políticos dos pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).

Durante o fim de semana, o ex-governador de Minas Gerais defendeu que, caso seja eleito, pretende privatizar a Petrobras, que tem como maior acionista o governo federal.

O primogênito de Jair Bolsonaro, por outro lado, tem uma visão diferente. Segundo auxiliares do senador, ele é contrário à privatização de segmentos estratégicos, como o de combustíveis.

Em seu programa de governo, Flávio deve propor uma política responsável de privatizações, avaliando caso a caso. Os Correios, por exemplo, é uma das estatais no radar de privatização do senador fluminense.

Na tentativa de crescer nas pesquisas eleitorais, Zema tem adotado discursos que fazem contraponto a Flávio, tentando atrair o eleitorado mais radical.

O mineiro, por exemplo, deu início a uma série de críticas a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), enquanto Flávio adota um discurso de diálogo, no esforço de atrair o eleitorado moderado.

Apesar do esforço para que Zema seja candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio, o mineiro tem afirmado que pretende levar sua candidatura até o fim.