Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Flávio mira críticas em Moraes e evita generalizar ataques ao STF

Candidato do PL à Presidência é orientado a manter diálogo institucional aberto para eventual governo

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O candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro, deve focar suas críticas no ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em manifestação durante o 7 de Setembro.

A ideia na campanha bolsonarista tem sido a de não criar o que tem chamado de “provocação desnecessária” contra a Suprema Corte.

Ou seja, a de evitar ataques gerais ao Poder Judiciário que possam romper diálogo com o STF em caso de vitória presidencial.

Além disso, a avaliação de dirigentes de direita é de que ataques à Suprema Corte possam ter o efeito contrário ao pretendido: fortalecer Moraes junto aos demais ministros, diante de uma resposta em defesa da instituição.

Por isso, o esforço do candidato será de argumentar que o magistrado não tem mais condições de seguir no cargo, uma tentativa de mostrar aos demais ministros que haveria apoio popular pela abertura de uma investigação.

A expectativa é de que a manifestação também conte com discursos em defesa do ministro André Mendonça, que pediu a abertura de investigação contra Moraes por envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, já avisou que adotará o que considera o tempo necessário para avaliar tanto o pedido contra Moraes como o contra Mendonça.

Fachin pretende pautar ambos no plenário do Supremo, mas avalia uma votação virtual, para evitar bate-bocas que prejudiquem a imagem do Poder Judiciário.

Além disso, cogita deixar uma votação para depois das eleições deste ano, para evitar contaminar e influenciar o debate eleitoral.

Na semana passada, o coordenador da campanha do PL à sucessão presidencial, senador Rogério Marinho (PL-RN), teve encontro com o decano do Supremo, ministro Gilmar Mendes.

O objetivo foi discutir as consequências da crise institucional no Poder Judiciário para o processo eleitoral.