Gustavo Uribe
Blog
Gustavo Uribe

Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Janja e Michelle terão agenda própria para ajudar candidaturas femininas

Atual e ex-primeira-dama planejam viajar pelo país para reforçar palanques de aliados políticos

Compartilhar matéria

A primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, do PT, e sua antecessora, Michelle Bolsonaro, do PL, terão agendas próprias no primeiro turno para reforçar palanques de candidatas aliadas.

A campanha à reeleição quer que Janja tenha atuação junto a candidaturas femininas, sobretudo ao Poder Legislativo, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O objetivo é ajudar a aumentar a bancada de esquerda no Congresso Nacional, principalmente em prol de uma pauta focada no combate ao feminicídio e na regulação das redes sociais.

Nesta quarta-feira (19), a primeira-dama está em Curitiba (PR) para apresentação do Pacto Contra o Feminicídio, uma bandeira política que foi incorporada pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Janja também deve gravar vídeos com candidatas progressistas que buscam vagas no Congresso, para reforçar o apoio da gestão federal a candidaturas de esquerda em regiões de perfil conservador.

Já Michelle iniciou uma série de gravações para candidatas que fazem parte de seu grupo político. A ideia é de que a atuação da esposa de Jair Bolsonaro (PL) seja no Norte e no Nordeste, onde o marido enfrenta maior resistência.

A ex-primeira-dama, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, também deve fazer viagens para estados em que o PL tem candidaturas próprias ao governo, como Paraíba, Rio Grande do Norte e Amazonas.

Em 2022, Michelle teve atuação semelhante durante a disputa presidencial. Ela viajou o país, junto de aliadas, em campanha paralela para vencer a resistência do eleitorado feminino ao nome de Jair Bolsonaro.

Michelle deve ter uma agenda mais restrita que Janja, já que tem sido responsável pelos cuidados ao marido e está em campanha ao Senado. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde março.

Ainda assim, a ex-primeira-dama não esconde a intenção de fazer uma bancada legislativa própria, que a impulsione com pautas e apoios para a disputa eleitoral de 2030.