Gustavo Uribe
Blog
Gustavo Uribe

Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Lula avalia aceno em defesa da redução de gastos públicos

Interlocutores da Faria Lima apontam descrença do mercado sobre ajuste fiscal em eventual novo mandato do petista

Compartilhar matéria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia ampliar acenos para a necessidade de reduzir gastos públicos em um eventual novo mandato.

Nas últimas semanas, dois interlocutores econômicos da campanha à reeleição, Dario Durigan e Edinho Silva, buscaram empresários e investidores para sinalizar um aperto fiscal em uma nova gestão.

Segundo relatos à CNN, investidores da Faria Lima sinalizaram descrença do mercado sobre os planos de ajuste fiscal de Lula e cobraram uma postura mais firme do petista sobre o tema.

Em conversas reservadas, Lula tem afirmado que não gosta do termo “ajuste fiscal”, mas que defende uma contenção maior dos gastos públicos, inclusive com um arcabouço fiscal mais restritivo.

A ideia é que, em entrevistas e sabatinas, o petista faça novos acenos sobre controle das despesas públicas, na tentativa de acalmar o pessimismo do setor produtivo e de investidores estrangeiros.

A campanha à reeleição não espera apoios de grandes nomes do mercado financeiro no primeiro turno, mas ainda atua por sinalizações em um eventual segundo turno com o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro.

O presidente planeja incluir no seu programa de reeleição uma proposta de um arcabouço fiscal mais restritivo. Hoje, a regra limita o aumento das despesas primárias do governo federal a um percentual do crescimento das receitas.

A ideia seria diminuir o número de exceções, entre elas os gastos para modernização das Forças Armadas e a ajuda emergencial a empresas estatais.

A gestão petista deve terminar este ano com um gasto de 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto) fora das restrições do atual arcabouço fiscal.

Segundo o Tesouro Nacional, em maio, o país registrou um déficit primário de R$ 53,257 bilhões. Os gastos previdenciários e com benefícios têm puxado o aumento da dívida.