Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Lula avalia adotar mote da soberania como slogan de campanha

A ideia é reafirmar que a candidatura do petista é a única capaz de defender o país

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia adotar o mote da soberania nacional como principal slogan de sua campanha à reeleição. A ideia que tem sido estudada, segundo relatos feitos à CNN, é de que a candidatura adote a frase “Por um Brasil soberano” até para se referir à coligação partidária e ao plano de governo.

A defesa do discurso da soberania nacional, que rendeu dividendos eleitorais ao petista no ano passado, ganhou força com a nova tarifa que deve ser aplicada a partir de quarta-feira (22) pelos Estados Unidos.

Nas palavras de assessores do governo, a nova alíquota reforça o discurso eleitoral do petista de necessidade de blindar o país de avanços estrangeiros.

Em conversas reservadas, relatadas à CNN, o petista ressaltou que busca um plano de governo com propostas que diminuam a dependência externa do Brasil em segmentos estratégicos.

Em meio a um cenário de enfraquecimento do multilateralismo, a ideia é que o petista aproveite a popularidade do discurso da soberania nacional para propor um plano de infraestrutura e segurança em médio e longo prazos.

A ideia é sugerir investimentos, por exemplo, na exploração mineral, na segurança alimentar, no fortalecimento militar e na independência digital.

O discurso será de que o país precisa de uma liderança de pulso firme e de prestígio internacional para evitar uma ofensiva dos Estados Unidos.

O objetivo é, assim, contrapor o presidente petista aos seus adversários de direita, relembrando a visita de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e o responsabilizando pelas tarifas.

Lula tem defendido que um eventual quarto mandato deve ser diferente dos anteriores. A avaliação do petista é de que é necessário deixar uma espécie de legado, ou seja, um projeto nacional. E que não adianta só lançar programas sociais para transformá-los em vitrines eleitorais.

O diagnóstico é de que eles são importantes para reduzir a desigualdade social, mas que é importante avançar em infraestrutura nacional, com um plano de médio e longo prazos.