Lula e Flávio gastam últimas horas antes do 1º turno com discurso do medo
Campanhas tentam aumentar a rejeição ao adversário para tentar reduzir abstenção

Os principais candidatos à sucessão presidencial pretendem gastar as últimas horas de campanha antes do 1º turno com o chamado discurso do medo.
A estratégia, tanto de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto de Flávio Bolsonaro (PL), é tentar aumentar a rejeição do adversário para diminuir o índice de abstenção.
Para isso, as duas campanhas transformaram a reta final da campanha eleitoral em uma espécie de prévia de segundo turno, uma disputa plebicitária.
De um lado, Lula tem defendido que a eleição de Flávio é uma ameaça para a soberania nacional, com uma eventual interferência dos Estados Unidos, e uma ameaça de aumento dos atuais níveis de pobreza.
Do outro, Flávio tem afirmado que só ele é capaz de vencer o atual presidente e que a reeleição do petista seria uma ameaça à democracia com a indicação de ministros da Suprema Corte eventualmente alinhados com a esquerda.
Nas três últimas eleições presidenciais, o nível de abstenção foi de cerca de 20% do total de votos. O receio desta campanha eleitoral é que o percentual deste ano seja maior.
Isso porque a sensação das campanhas eleitorais é de que a disputa deste ano ocorre em um clima de desânimo, o que pode pressionar o índice de ausentes.
Um alto índice de abstenção pode levar a uma definição já no primeiro turno, já que as pesquisas eleitorais mostram que a soma dos candidatos de terceira via não devem chegar a 10%.



