Lula guarda embate para o 2º turno ao terceirizar críticas a Flávio
Avaliação é de que declarações diretas do presidente neste momento podem gerar engajamento para o adversário
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, evitará entrar em embate direto com o senador Flávio Bolsonaro, do PL, no primeiro turno da disputa eleitoral.
A estratégia foi estabelecida por assessores do presidente. O argumento é evitar dar engajamento virtual ao primogênito de Jair Bolsonaro.
Nesta quinta-feira (27), por exemplo, Lula evitou citar Flávio durante a entrevista ao Jornal Nacional. A mesma postura foi adotada em entrevista à Rede Record, há uma semana.
A ideia é que os ataques sejam indiretos e fiquem a cargo de peças de televisão e rádio. A estratégia de Lula neste momento tem sido de atrair votos de jovens e mulheres, fidelizando um eleitorado de 2022.
A avaliação na campanha petista é de que, ao ignorar Flávio, o debate eleitoral tem mais chances de priorizar propostas, deixando de lado ataques sobre denúncias de corrupção.
A aposta dos petistas é de que, assim, saem do foco eventuais críticas sobre as suspeitas relacionadas ao empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, e ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro Santana, o Marcola.
No segundo turno, porém, a estratégia desenhada pela campanha petista será a oposta. Lula deve capitanear críticas ao filho de Jair Bolsonaro caso ambos disputem o processo eleitoral.
A ideia será tentar aumentar a rejeição a Flávio e, dizem assessores do petista, que a maior parte da munição eleitoral tem sido guardada para o segundo turno.



