Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

PF apura se Flávio tinha conta conjunta com alvo da Sem Desconto

Amigo do candidato a presidente é um dos donos da aeronave que era administrada por empresa ligada a Vorcaro

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A Polícia Federal apura se o candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro, dividia uma conta bancária com o advogado Willer Tomaz, que foi alvo da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes em benefícios do INSS. A apuração ocorre dentro do inquérito sobre fraudes no INSS, já que a troca de e-mails foi encontrada por meio de busca e apreensão da Polícia Federal.

A suspeita foi revelada pelo portal UOL e confirmada pela CNN com fontes da força policial. O indício foi encontrado em troca de e-mails de uma instituição bancária com o escritório de advocacia do amigo do senador fluminense.

A mensagem aponta, segundo agentes da força policial, um pedido para que o primogênito de Jair Bolsonaro fosse desassociado da conta bancária relativa a uma empresa do empresário e advogado.

Tomaz é um dos donos da aeronave em que o senador fluminense viajou, em janeiro de 2025, e que era administrada por uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Em 2017, antes da investigação a respeito das fraudes no INSS, Tomaz foi preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato, acusado de intermediar propina no escândalo da JBS.

Em 2021, a Polícia Federal apontou “transações suspeitas” do advogado, que somavam mais de R$ 45 milhões entre entradas e saídas naquele ano. Posteriormente, a investigação foi arquivada.

A assessoria de imprensa de Flávio negou a existência da conta bancária conjunta. Já Tomaz divulgou nota em que afirma que a informação não condiz com a verdade.

“Em plena campanha eleitoral, fabricam-se mentiras com o evidente propósito de interferir no resultado do pleito”, afirmou.

Tomaz reafirmou que são falsas as alegações de que tenha compartilhado contas bancárias com o senador ou mantido qualquer relação financeira com ele.

“Entre os dois, há apenas amizade, sem relação comercial ou financeira. Atribuir-lhe condutas inexistentes, com base em ilações sem comprovação, é uma grave irresponsabilidade”, destacou.