PT e PL admitem abrir mão de candidaturas próprias em MG
Com indefinição, MDB e Republicanos surgem como alternativas no colégio eleitoral

Diante do cenário indefinido em Minas Gerais, PT e PL já admitem abrir mão de candidaturas próprias para criar palanques fortes no segundo maior colégio eleitoral do país.
O partido de Jair Bolsonaro, que antes insistia em uma candidatura própria para reforçar Flávio, agora já admite um arranjo em torno do senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos.
No ano passado, Bolsonaro até tentou filiar o senador ao PL, mas ele preferiu seguir no Republicanos. Agora, o PL admite em conversas reservadas apoiar o senador desde que indique o candidato a vice-governador.
Flávio pretende se reunir com Cleitinho assim que voltar ao Brasil. O objetivo é alinharem expectativas para tentarem criar um palanque unificado.
Na esquerda, em um cenário de desistência de Rodrigo Pacheco (PSB), ganha força o nome do ex-vereador Gabriel Azevedo, do MDB. Aliado da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), ele tem sido defendido para a disputa ao governo mineiro.
Marília é entusiasta de que Azevedo converse com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é aliado de Pacheco e conta com a simpatia de segmentos da esquerda mineira.
O cenário em Minas Gerais é inédito. A quase quatro meses do primeiro turno, nem esquerda nem direita definiram seus palanques em um dos colégios eleitorais mais importantes do país.



