Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

PF aponta que deputado preso no Rio lavava dinheiro com postos de gasolina

Parlamentar Thiago Rangel (Avante) foi preso na manhã desta terça-feira (5)

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A Polícia Federal apontou que o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso nesta terça-feira (5), participava de esquema criminoso que lavava dinheiro por meio de uma rede de postos de gasolina.

A CNN Brasil teve acesso à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O documento aponta que a investigação teve início a perícia de computador do gabinete do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar (União-RJ).

“A investigação demonstrou a existência de uma organização criminosa liderada pelo deputado estadual Thiago Rangel cujo objetivo residia na manipulação fraudulenta de procedimentos aquisitivos de bens e serviços pela Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes”, ressalta.

A investigação salienta ainda indícios de desvio de recursos para beneficiar uma organização criminosa instalada em órgãos municipais.

“Apurou-se, ainda, a existência de um esquema de lavagem de dinheiro, por meio dos recursos desviados, em uma rede de postos de combustíveis administrada pelo investigado”, afirma. A investigação aponta ainda que a organização criminosa utilizava “laranjas” e “testas de ferro” para a lavagem de dinheiro.

O grupo criminoso teria desviado dinheiro dos cofres da Empresa Pública de Habitação do Município de Campos dos Goytacazes, durante os anos de 2021 e 2022.

A investigação salienta ainda que o grupo criminoso fazia ameaças violentas a desafetos políticos. A conclusão é com base em registros de conversas entre investigados pela Polícia Federal.

Com base na investigação, Moraes autorizou a prisão preventiva de sete envolvidos no esquema criminoso. Além disso, determinou busca e apreensão no endereço do parlamentar e seu afastamento da funções públicas durante a apuração.

Posicionamentos

Em nota, a Alerj informou que está à disposição das instituições da República no que for necessário para colaborar no esclarecimento dos fatos. Além disso, afirmou que "reforça seu compromisso com a transparência e confiança no trabalho dos órgãos competentes."

Já a Secretaria de Estado de Educação disse que realiza uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo nas unidades da rede estadual.

"Entre as medidas que passaram a ser adotadas pela pasta está a definição de um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos. A resolução é baseada nas diretrizes da Lei de Licitações 14.133. Quaisquer obras que ultrapassem esse limite passam a ser tratadas como intervenções de maior porte e passarão a ser executadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ)", afirmou a pasta.

Além disso, a secretaria informou que colabora com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas do Estado e com os demais órgãos de controle.

Segundo a defesa do deputado Thiago Rangel, a notícia da operação realizada foi recebida com surpresa.

Veja nota na íntegra:

"A defesa do deputado Thiago Rangel recebeu com surpresa a notícia da operação realizada na data de hoje.

Neste momento, está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal.

O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos.

A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida."