Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Aliados cobram maior presença de Lula em redes sociais

Avaliação é de que presidente perde oportunidade em momento no qual esquerda se recupera nas redes sociais

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A presença cada vez menos frequente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais tem preocupado parlamentares de esquerda às vésperas da campanha eleitoral de 2026.

O petista chegou a gravar vídeos descontraídos e informais quando o marqueteiro Sidônio Palmeira assumiu a Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência, uma prática que foi abandonada.

Hoje, as redes sociais do presidente, diferentemente de integrantes de sua equipe ministerial, são pautadas por cortes de entrevistas e vídeos formais em eventos do governo.

Na avaliação de petistas, Lula tem perdido a oportunidade de dialogar com o público mais jovem, em um momento no qual a esquerda tem conseguido vencer a direita no debate econômico.

Segundo relatos feitos à CNN, parlamentares de esquerda chegaram a sugerir ao Palácio do Planalto que o presidente gravasse mais vídeos e citaram, como exemplo, a defesa da taxação dos super ricos.

Além disso, consideram que o presidente precisa melhorar o seu bunker digital e se inspire no vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que tem adotado uma linguagem mais adequada para as redes sociais.

Na esquerda, há também um diagnóstico de que o presidente precisa voltar a atuar na tentativa de engajar o eleitorado, participando, inclusive, de protestos.

A manifestação realizada pela esquerda na quinta-feira (10), na Avenida Paulista, reuniu, segundo a USP (Universidade de São Paulo), um público maior do que a última manifestação da direita, com a presença de Jair Bolsonaro (PL).