Gustavo Uribe
Blog
Gustavo Uribe

Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Após pesquisas, Centrão desmobiliza “Plano Tarcísio”

Entusiastas da candidatura do governador avaliam que diminuiu margem de convencimento a Bolsonaro

Compartilhar matéria

O resultado da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (16), desmobilizou no bloco da centro-direita o chamado “Plano Tarcísio”.

O planejamento de partidos como MDB, PSD e PP era utilizar as pesquisas de intenção de voto para convencer Jair Bolsonaro a apoiar o governador de São Paulo à disputa presidencial.

O levantamento, porém, mostrou que Flávio Bolsonaro aparece com intenção de voto semelhante a de Tarcísio de Freitas, apesar de uma rejeição mais alta.

Ainda assim, outro dado gerou pessimismo em dirigentes de centro: a rejeição do governador de São Paulo aumentou enquanto o nível de conhecimento sobre ele diminuiu.

O dado gerou dúvidas em caciques partidários se o aumento da visibilidade de Tarcísio no país todo pode impulsionar de fato a sua intenção de voto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O diagnóstico é de que, diante da última pesquisa, dificilmente Jair Bolsonaro mudará de posição em curto ou médio prazos. E que o eleitor de oposição está disposto a votar em um “Anti-Lula”, não em um nome específico.

Por isso, segundo apurou a CNN, o recado de que Flávio deve ser, de fato, o candidato da direita já começou a ser transmitido ao mercado financeiro, que torcia pelo governador de São Paulo.

A pesquisa também tem levado o senador a planejar novos encontros com partidos como PSD, MDB, NOVO, União e PP. A ideia é de que uma das legendas indique um candidato a vice-presidente.

Um nome que tem sido defendido é o do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que poderia impulsionar Flávio no segundo maior colégio eleitoral do país.

O perfil de uma mulher moderada também é defendido pela cúpula nacional do PL, como das senadoras Teresa Cristina (PP-MS) e Damares Alves (Republicanos-DF).