Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Bolsonaro depõe à PCDF por 5 minutos e confirma pedido por conserto de arma

Agentes estiveram na casa do ex-presidente, em Brasília, para colher informações sobre objetivo apreendido durante uma blitz

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O depoimento de Jair Bolsonaro (PL) à Polícia Civil do Distrito Federal durou cinco minutos no âmbito do inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz de trânsito.

Segundo apurou a CNN, na ocasião, o ex-presidente confirmou que a pistola estava em sua residência, em Brasília, e que pediu o conserto da arma a um militar do Exército em razão de uma falha no equipamento.

A defesa do dirigente de direita tem argumentado que não há ilegalidade no caso.

Os investigadores queriam entender as condições que fizeram com que a arma do ex-presidente estivesse no carro de outra pessoa, sem documentação e em local distante da residência.

Em esclarecimento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa disse que integrantes da equipe de segurança do ex-presidente decidiram, sem conhecimento prévio de Bolsonaro, retirar o percussor da arma, peça essencial para o disparo. Isso teria ocorrido, segundo os advogados, porque Bolsonaro faz uso de medicamentos psiquiátricos que afetam sua cognição, o que poderia causar um acidente.

A defesa relata que, recentemente, Bolsonaro percebeu uma falha no funcionamento da pistola ao manusear o ferrolho.

Sem identificar a origem do problema, ele teria entregue a arma ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho para que fosse verificada a falha e realizasse a manutenção necessária.

Segundo a defesa, a entrega do armamento ao militar teve como única finalidade a identificação do defeito e o reparo do equipamento.

Após o depoimento, o advogado do Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, publicou uma nota em suas redes sociais. Segundo Bueno, o ex-presidente respondeu na mesma linha da resposta apresentada dias atrás, por escrito, ao ministro Alexandre de Moraes.

"Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático. Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado", escreveu o advogado.

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