Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Boulos diz que fim da escala 6x1 não pode resultar em redução salarial

Em conversa com jornalistas, ministro-chefe da Secretaria-Geral disse que proposta será a prioridade do governo Lula no ano que vem

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O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (12) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá como prioridade para 2026 o fim da escala 6x1.

Uma das linhas em defesa da proposta será que a mudança não poderá resultar na redução salarial dos trabalhadores. Além disso, o governo quer garantir ao menos dois dias de descanso por semana e uma escala semanal de, no máximo, 40 horas.

Hoje, a escala é de seis dias de trabalho, somando 44 horas semanais de expediente, com um dia de descanso. O setor produtivo tem criticado uma redução da jornada de trabalho e argumentado que a mudança pode prejudicar o segmento de serviços.

“Nós defendemos o caminho que seja mais rápido de tramitação no Congresso Nacional. Mas um relatório do fim da escala 6x1 tem que acabar com a escala 6x1”, afirmou Boulos em conversa com jornalistas.

O parecer da proposta que tramita na Câmara dos Deputados determinou a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, mas manteve a escala 6x1, com apenas um dia de descanso, o que foi criticado pelo governo petista.

Já o projeto aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado estabeleceu escala 5x2, com dois dias de descanso, com 36 horas semanais.