Boulos diz que fim da escala 6x1 não pode resultar em redução salarial
Em conversa com jornalistas, ministro-chefe da Secretaria-Geral disse que proposta será a prioridade do governo Lula no ano que vem
O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (12) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá como prioridade para 2026 o fim da escala 6x1.
Uma das linhas em defesa da proposta será que a mudança não poderá resultar na redução salarial dos trabalhadores. Além disso, o governo quer garantir ao menos dois dias de descanso por semana e uma escala semanal de, no máximo, 40 horas.
Hoje, a escala é de seis dias de trabalho, somando 44 horas semanais de expediente, com um dia de descanso. O setor produtivo tem criticado uma redução da jornada de trabalho e argumentado que a mudança pode prejudicar o segmento de serviços.
“Nós defendemos o caminho que seja mais rápido de tramitação no Congresso Nacional. Mas um relatório do fim da escala 6x1 tem que acabar com a escala 6x1”, afirmou Boulos em conversa com jornalistas.
O parecer da proposta que tramita na Câmara dos Deputados determinou a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, mas manteve a escala 6x1, com apenas um dia de descanso, o que foi criticado pelo governo petista.
Já o projeto aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado estabeleceu escala 5x2, com dois dias de descanso, com 36 horas semanais.



