Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Brasil busca alternativa a fertilizantes com indefinição em Ormuz

Receio do governo é pela falta do produto para a safra de verão, em setembro

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O governo brasileiro começou a buscar alternativas para importação de fertilizantes com a indefinição na reabertura do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico.

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, trata sobre tema em viagem à Ásia. A busca é por ampliar a importação do produto com novos parceiros comerciais.

O foco tem sido o Cazaquistão e o Uzbequistão, que exportam principalmente insumos com base em fosfatos, ureia e amônia.

A comitiva brasileira que visita o país também conta as presenças de representantes do Ministério da Agricultura e da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

A maior preocupação hoje do Brasil é relacionada aos fertilizantes nitrogenados, produzidos a partir de gás natural. Em março, o preço da ureia subiu 13%.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, já reconheceu à CNN que é uma “situação preocupante” o aumento do preço dos fertilizantes com a guerra no Oriente Médio.

O ministro lembrou que a chamada safra de verão já está sendo colhida, ou seja, com os fertilizantes que foram utilizados em outubro, antes do início da guerra.

E que a chamada safrinha, que está sendo plantada neste momento, também tem fertilizantes à disposição, comprados antes do conflito no Oriente Médio.

“A gente tem de torcer pelo fim da guerra, mas também estudar alternativas. Como, por exemplo, compensar com a aquisição de mais fertilizantes”, destacou.

É a primeira vez que um chanceler brasileiro faz uma visita bilateral ao Uzbequistão. O país é hoje uma das economias que mais cresce no mundo. No ano passado, recebeu US$ 43 bilhões em investimentos estrangeiros diretos.