Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

“Casuísmo”, diz líder da oposição sobre proposta de mudança na eleição ao Senado

Siglas de direita prometem reagir a proposta que altera votação em 2026

O líder da oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL-RN)
Senador Rogerio Marinho (PL-RN)  • Waldemir Barreto/Agência Senado
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O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a proposta que sugere alteração na votação ao Senado Federal. Para o parlamentar, que é secretário-geral do PL, trata-se de um “casuísmo” do governo federal.

A iniciativa é de autoria do do líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP). Hoje, a cada oito anos, o eleitorado vota em dois candidatos ao Senado Federal.

A iniciativa estabelece a votação em apenas um candidato, não mais em dois. A mudança ocorre em meio à estratégia dos partidos de direita de lançarem dobradinhas fortes ao Senado Federal em 2026.

A tentativa é fazer a maior bancada para pleitear o comando da Casa Legislativa em 2027. O assunto tem causado preocupação na própria Suprema Corte, já que cabe ao presidente do Senado Federal instaurar processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista à CNN, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, evitou fazer comentários sobre a proposta. Disse que foi uma iniciativa pessoal do líder do governo, não uma sugestão do Palácio do Planalto.

Na tentativa de frear a direita, Lula tem defendido dobradinhas com o centro nas disputas ao Senado Federal. Ou seja, um nome de esquerda com uma candidatura do PSD ou do MDB, partidos de centro que integram a base aliada.