Com crise no BRB, DF busca apoio privado para evento da Copa Feminina
Objetivo é diminuir gastos com o Fifa Fan Fest, evento obrigatório com custo estimado em R$ 20 milhões

Com a crise financeira do BRB (Banco de Brasília), o governo do Distrito Federal tem buscado a iniciativa privada para promover evento obrigatório de torcedores durante a Copa do Mundo Feminina, em 2027.
A gestão distrital prepara uma licitação para tentar reduzir o custo público do Fifa Fan Fest. O evento é obrigatório para as cidades-sede e tem custo inicial estimado em R$ 20 milhões. O Brasil sediará a competição no ano que vem e terá jogos realizados em oito cidades.
“Nossa estimativa é conseguir captar até 80% do valor com patrocinadores e reduzir ao mínimo o dinheiro público envolvido”, afirmou à CNN o secretário distrital de Turismo, Bernardo Antunes.
A orientação da Fifa é de que todos os contratos necessários para a realização do Fan Festival sejam assinados ainda no ano anterior à Copa do Mundo.
O rombo financeiro do BRB é hoje de cerca de R$ 8,8 bilhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nessa quarta-feira (16) que não vai remeter recursos federais para salvar a instituição financeira, que se envolveu com o escândalo Banco Master.
Lula chamou de “cínica” a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que chegou a pedir dinheiro para a gestão federal para tentar salvar o banco. Em resposta, Celina afirmou ontem que o chefe do Executivo "pensa pequeno e partidariamente".
A avaliação atual de integrantes do banco, que tem como sócio majoritário o governo distrital, é de que a crise financeira pode levar a uma liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.
A publicação do balanço patrimonial, que deveria ter ocorrido em março, tem sido postergada para evitar a exposição da situação financeira do BRB.
Uma privatização já foi estudada. A possibilidade hoje, porém, tem sido rechaçada pelo atual comando do governo do Distrito Federal.



