Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Contra isolamento, Fachin avalia gesto de conciliação no STF

Presidente da Corte tem sido aconselhado a se reaproximar de ministros críticos e a ser menos imprevisível em decisões

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Na tentativa de superar a recente divisão no STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente Edson Fachin avalia fazer um gesto de conciliação.

Nas últimas semanas, um grupo de ministros, incomodado com os embates de bastidores, tem aconselhado o magistrado a se reaproximar dos críticos à sua gestão.

A ideia seria convidá-los para um encontro para tentar superar as diferenças recentes, buscando um consenso sobre temas polêmicos da Suprema Corte.

Além disso, ser menos imprevisível em decisões, como no caso do anúncio de que a ministra Cármen Lúcia fosse relatora do Código de Ética da Suprema Corte.

O receio de magistrados é de que, faltando mais de um ano para o fim de seu mandato como presidente da Suprema Corte, Fachin fique isolado e não consiga viabilizar consensos para pautas importantes ou não deixe um legado de sua gestão, uma questão que é prioritária para o próprio ministro.

O anúncio de elaboração de um Código de Ética foi o motivo inicial da divisão na Suprema Corte. A medida teve reação negativa inicial de pelo menos três ministros: José Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

Na sequência, de surpresa, Fachin anunciou Cármen como relatora. A maneira como a decisão foi feita também não agradou ministros como Flavio Dino, Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques.

A iniciativa de Dino de suspender o pagamento de penduricalhos no serviço público pegou Fachin de surpresa e foi vista como uma reação ao presidente da Suprema Corte pelo grupo crítico a ele.