Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Decisão de Hugo teve respaldo de líderes do centro

Avaliação é de que medidas cautelares contra Jair Bolsonaro não justificariam sessões na Câmara dos Deputados

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A decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de proibir sessões legislativas durante o recesso parlamentar teve o respaldo de líderes da Casa Legislativa.

Segundo relatos feitos à CNN, Hugo chegou a conversar com dirigentes partidários que concordaram com a avaliação de que a ausência da maior parte dos deputados federais em Brasília prejudicaria a discussão das matérias.

Além disso, o diagnóstico de líderes de centro e de esquerda foi de que a Câmara não pode tomar partido diante de uma questão que interessa apenas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que hoje não exerce cargo legislativo.

Por isso, respaldado pela maior parte dos líderes, Hugo tomou a decisão de não permitir a realização de sessões até o início de agosto.

Como resposta, deputados federais do PL, que pediam a realização das sessões legislativas, avaliaram o que apelidaram de um “pacote Hugo”.

Ou seja, medidas de retaliação, que envolvem judicialização do episódio, obstrução da pauta legislativa e até mesmo posição contra a derrubada do veto presidencial ao aumento do número de deputados federais, pauta de interesse de Hugo.