Decisão de Hugo teve respaldo de líderes do centro
Avaliação é de que medidas cautelares contra Jair Bolsonaro não justificariam sessões na Câmara dos Deputados
A decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de proibir sessões legislativas durante o recesso parlamentar teve o respaldo de líderes da Casa Legislativa.
Segundo relatos feitos à CNN, Hugo chegou a conversar com dirigentes partidários que concordaram com a avaliação de que a ausência da maior parte dos deputados federais em Brasília prejudicaria a discussão das matérias.
Além disso, o diagnóstico de líderes de centro e de esquerda foi de que a Câmara não pode tomar partido diante de uma questão que interessa apenas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que hoje não exerce cargo legislativo.
Por isso, respaldado pela maior parte dos líderes, Hugo tomou a decisão de não permitir a realização de sessões até o início de agosto.
Como resposta, deputados federais do PL, que pediam a realização das sessões legislativas, avaliaram o que apelidaram de um “pacote Hugo”.
Ou seja, medidas de retaliação, que envolvem judicialização do episódio, obstrução da pauta legislativa e até mesmo posição contra a derrubada do veto presidencial ao aumento do número de deputados federais, pauta de interesse de Hugo.



