Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Governo avalia consultar STF antes de judicializar IOF

Presidente Lula calcula riscos antes de dobrar aposta com Congresso Nacional

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito cálculos políticos sobre as chances de vitória e derrota em judicializar a questão do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Segundo relatos feitos à CNN, a equipe ministerial está dividida. As áreas jurídica e econômica são favoráveis a uma reação jurídica. A área de articulação política, porém, é contrária.

Antes de tomar uma decisão, Lula deve dialogar tanto com o Legislativo quanto com o Judiciário. A ideia é de que o presidente se reúna com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Depois, o governo federal deve sondar integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre um recurso contra o decreto legislativo que derrubou o aumento do tributo nesta semana.

O argumento da gestão federal é de que o aumento do IOF é de competência apenas do Poder Executivo. E que um decreto legislativo sobre o assunto seria inconstitucional.

Em entrevista à CNN, o ministro Gilmar Mendes disse que há precedentes jurídicos para um recurso sobre o assunto na Suprema Corte.

O argumento contrário na equipe ministerial é o de que não é o momento de Lula escalar uma crise política com o Congresso Nacional. E que, o melhor, é incluí-los no debate sobre o déficit fiscal.

O Palácio do Planalto já pediu sugestões ao Parlamento para que as contas públicas não fechem no vermelho, mas, até o momento, o Poder Legislativo não trouxe soluções que não passem pelo corte de gastos.

Lula já avisou que, se houver contingenciamento de recursos públicos, não afetará o andar de baixo, ou seja, a população mais pobre.

No governo petista, no entanto, há a avaliação de que o montante das emendas parlamentares saiu do controle e de que houve um aumento acima do esperado do BPC (Benefício de Prestação Continuada).