“Nova taxação representa risco a empregos e empresas”, diz Tarcísio à CNN
Governador diz que caberá ao governo federal negociar com a gestão de Donald Trump para proteger neste momento o interesse nacional

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse nesta terça-feira (2) à CNN que a proposta de uma nova taxação pelos Estados Unidos representa um risco aos empregos e empresas do Brasil.
De acordo com o governador, caberá ao governo federal negociar com a gestão de Donald Trump para proteger neste momento o interesse nacional.
“A possibilidade de nova taxação com base na investigação aberta no ano passado, com base na Seção 301, representa mais um risco para os empregos e empresas brasileiras”, observou Tarcísio.
O governador ainda avaliou que uma nova tarifa afetaria o agronegócio e a indústria, tendo como reflexo a elevação de preços e a diminuição do fluxo de exportações.
“Os Estados Unidos construíram parte relevante de sua prosperidade com uma economia mais aberta, tarifas baixas, inovação e mercado financeiro sofisticado. Agora seguem na direção oposta”, considerou.
Tarcisio também afirmou que o aumento do protecionismo reflete uma combinação de temor dos efeitos da desindustrialização com a preocupação geopolítica e percepção de dependência excessiva de cadeias externas, especialmente em setores como fármacos, minerais críticos, aço e defesa.
“Caberá à diplomacia brasileira, sob orientação do governo federal, entender os objetivos e interesses que estão por trás da medida e conduzir a negociação para preservar o interesse nacional”, disse.
O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs, em documento divulgado no final da noite desta segunda-feira (1°), a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, exceto para mercadorias que se enquadram como "sujeitas às tarifas de segurança nacional".
Antes de adotar aplicação definitiva de qualquer sanção ou medida, o governo americano realizará consultas públicas e audiências.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos realizará uma audiência sobre a ação proposta em 6 de julho de 2026.
Já o dia 15 de julho é o prazo limite para a definição e aplicação das classificadas como "medidas corretivas" contra o Brasil.


