Para driblar mal-estar, Lula evita falar de aumento de servidores em jantar
Em conversas reservadas, porém, presidente criticou a forma como proposta foi aprovada
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou tratar do aumento aos servidores públicos em jantar com líderes partidários da Câmara dos Deputados.
O objetivo foi fugir de um possível mal-estar em um encontro que tinha como objetivo repactuar a relação entre Executivo e Legislativo às vésperas do processo eleitoral.
Nos bastidores, porém, o presidente criticou a iniciativa e o formato final que a proposição foi aprovada. Ele sinalizou que pode vetar trechos da proposição.
O petista foi avisado, antes da votação, que a proposta seria apreciada em um acordo entre os líderes partidários. O governo federal, porém, acreditava em alterações em plenário.
Os projetos reajustam e modificam as carreiras de servidores da Câmara e do Senado. As propostas abrem caminho para ganhos que ultrapassam o teto constitucional do funcionalismo público — atualmente de R$ 46.366,19.
No total, as propostas aprovadas pela Casa Legislativa devem ter um impacto de R$ 4,3 bilhões nas contas públicas apenas neste ano.
No encontro, Lula agradeceu o empenho dos líderes partidários no ano passado e reconheceu o papel do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Republicanos-PB).


