Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

PF diz não ter recebido decisão formal dos EUA sobre expulsão de servidor

Diplomacia brasileira pretende atuar para evitar abalo nas relações com Estados Unidos; governo estadunidense pediu que delegado da PF deixe o país após ter feito monitoramento que levou à prisão de Alexandre Ramagem

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reagiu com cautela nesta terça-feira (21) ao anúncio dos Estados Unidos de expulsão de um agente da força policial.

Em conversa com a CNN, Andrei disse que não houve ainda formalização da decisão do governo de Donald Trump e que, portanto, não cabe ainda um posicionamento diante de uma publicação de rede social.

A postura é semelhante à adotada pelo governo brasileiro em episódios anteriores, quando o presidente Donald Trump fez ameaças em discurso, mas não as levou adiante em iniciativas formais.

Ainda assim, o governo brasileiro iniciará nesta terça um movimento diplomático na tentativa de evitar que o episódio, mesmo que se concretize, não afete a relação entre Brasil e Estados Unidos.

Na segunda-feira (20), o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos divulgou uma mensagem na qual diz ter pedido que o delegado da PF (Polícia Federal) Marcelo Ivo deixe o país após ter feito o monitoramento que levou à prisão de Alexandre Ramagem no país.

Marcelo Ivo de Carvalho atua nos Estados Unidos desde 2023 como oficial de ligação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas conhecido como ICE (sigla em inglês para United States Immigration and Customs Enforcement).

Ele foi peça-chave para fazer o monitoramento de Alexandre Ramagem no país pelo órgão na semana passada. O ex-deputado bolsonarista foi preso no dia 13 de abril e solto depois dias depois.

Inicialmente, o ex-parlamentar foi abordado devido a uma infração de trânsito, porém, o político está com a situação irregular no país.

O visto como turista de Ramagem expirou em março. Além disso, ele entrou nos EUA com o seu passaporte diplomático cancelado por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo apurou a CNN Brasil, Ramagem era monitorado por agências de inteligência desde novembro do ano passado.

O monitoramento foi terrestre, houve busca pela placa do carro usado pelo ex-diretor da Abin na Flórida e reuniões do oficial de ligação da PF com autoridades estadunidenses.