Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

PL coloca julho como prazo para Flávio Bolsonaro afastar desgaste

Receio é de que senador passe por processo semelhante ao de Roseana Sarney, em 2002

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O PL avalia que o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tem até julho para recuperar a confiança do eleitor moderado.

O partido de direita considera que o fato de uma parcela do eleitorado ter migrado do voto ao senador para o campo de indeciso demonstra capacidade de recuperação.

O receio, porém, é de que uma crise a conta-gotas, ou seja, com revelações semanais, inviabilize uma recuperação de Flávio.

Por isso, o diagnóstico é de que o próximo mês será crucial para definir se o senador deve prosseguir ou desistir da candidatura presidencial.

A estratégia do partido hoje é dizer publicamente que não existe um “plano B”, até para não enfraquecer a imagem do senador.

Ainda assim, o receio é de que se repita com Flávio o ocorrido em 2002 com a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney.

Apontada como uma das favoritas para a disputa presidencial naquele ano, a filha do ex-presidente José Sarney desistiu da candidatura após operação da Polícia Federal.

Na época, foi divulgada uma imagem de uma mesa cheia de dinheiro, encontrado na sede de uma empresa do marido da então pré-candidata do PFL. Ainda assim, Roseana foi eleita senadora pelo Maranhão.

A comparação é feita com a possibilidade, não descartada totalmente, de Flávio disputar a reeleição ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro.

Na reunião de terça-feira (19), com a bancada federal do PL, a avaliação é de que Flávio não pode se esconder neste momento.

Além disso, a percepção da sigla é que o ideal é que Flávio aumente a sua presença em público para tentar mudar a pauta das suspeitas e impor uma narrativa em sua própria defesa.

A cúpula do partido, porém, tem se queixado de uma falta de participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que tem evitado o episódio.

As pesquisas qualitativas já feitas pela legenda mostram que a imagem de honestidade costuma ser vinculada à ex-primeira-dama, que poderia ajudar Flávio neste momento.