Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

PL teme “presente de grego” em eventual novo tarifaço

Preocupação é de que atuação dos EUA fortaleça estratégia eleitoral de Lula

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O PL, de Flávio Bolsonaro, teme que a proposta de um novo tarifaço se torne uma espécie de “presente de grego” dos Estados Unidos.

A preocupação é de que o efeito seja o reverso do pretendido: fortalecer o discurso eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a soberania nacional.

Além disso, o incômodo é de que o episódio alimente a tese defendida pela esquerda, que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de atuar contra o país nos Estados Unidos.

Por isso, Flávio disse nesta terça-feira (2) ter pedido ao governo americano que empresas brasileiras não fossem tarifadas pela Casa Branca. A ideia é produzir uma “vacina política” para tentar se decolar dos impactos da decisão dos EUA.

A orientação do entorno de Flávio é para que o pré-candidato à sucessão presidencial adote uma linha em defesa da economia brasileira e se coloque como um articulador informal para evitar um tarifaço.

No ano passado, o primeiro tarifaço se tornou um ativo eleitoral de Lula, que cresceu em pesquisas de opinião ao ter iniciado uma cruzada contra a ameaça dos Estados Unidos.

O objetivo do Palácio do Planalto é repetir a mesma fórmula este momento, apesar da preocupação de que uma proposta de taxação seja uma tentativa de Donald Trump interferir no processo eleitoral do Brasil.