Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Planalto vê nota de Alcolumbre como pressão por agenda com Lula

Avaliação é de que senador estica a corda para negociar espaço

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A nota pública divulgada neste domingo (30) por Davi Alcolumbre (União-AP) com críticas ao governo foi avaliada pelo Planalto como uma tentativa de pressionar por um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A expectativa era por uma reunião para alinhamento da data da sabatina de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal). Dez dias após a indicação, no entanto, esse encontro ainda não aconteceu.

Nesse meio tempo, Alcolumbre se antecipou. Marcou a sabatina de Messias para 10 de dezembro e começou a enviar recados ao Planalto. Um deles foi a ausência na cerimônia de sanção da reformulação da tabela do imposto de renda.

De acordo com palacianos, a postura tem irritado Lula. A avaliação é de que Alcolumbre quebrou a confiança do presidente que, neste momento, prefere deixar o até então aliado em banho-maria.

O presidente do Senado Federal, no entanto, tem deixado claro nos bastidores que mantém disposição para conversar com o petista.

Ministros do governo entendem que Alcolumbre busca, além de um pedido de desculpas, mais poder junto ao governo, o que envolve cargos em autarquias federais.

A nota divulgada pelo parlamentar neste domingo (30), entretanto, nega a busca por mais espaço na gestão petista e pede respeito ao Senado Federal.

Apesar do movimento de Alcolumbre, nem mesmo dirigentes do centrão consideram que a indicação de Messias será barrada.

Uma ala do Congresso avalia que Alcolumbre precisa distensionar a relação. Caso contrário, a situação pode desencadear um abalo permanente, o que pode prejudicar o senador tanto na disputa eleitoral no Amapá quanto em uma candidatura à reeleição ao comando do Senado.

A avaliação é de que, sem o apoio da direita que já anunciou que não estará com Alcolumbre em 2027, resta ao parlamentar cultivar a esquerda.