Sob pressão de Trump, PL da anistia perde tração no Congresso
Cúpula do Legislativo finalizava proposta alternativa, mas apoio do presidente republicado a Jair Bolsonaro deve colocar iniciativa em banho-maria
A pressão feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra uma eventual condenação de Jair Bolsonaro (PL) enfraqueceu a tramitação do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro de 2023.
A expectativa era de que a cúpula do Congresso Nacional apresentasse uma nova proposta sobre o tema ainda no mês de julho. A iniciativa excluiria dois tipos penais de condenados pelos atos e permitiria que envolvidos presos cumprissem pena em regime semiaberto.
A carta do presidente norte-americano e o discurso da direita de que só a anistia permitiria que a tarifa de 50% não fosse aplicada fez a proposta perder tração.
A avaliação de líderes partidários é de que, hoje, não há clima nem mesmo para votar uma proposta alternativa, que poderia passar a impressão de que o Brasil está cedendo aos Estados Unidos.
Na própria quinta-feira (10), o tema já era dado como improvável de ser analisado até mesmo por parlamentares de direita, antes animados com a iniciativa alternativa.
A avaliação é de que, agora, caberia à direita afastar totalmente a vinculação do tema a uma pressão de Donald Trump.
O novo projeto não incluiria, em um primeiro momento, apontados como autores intelectuais de uma tentativa de golpe de Estado.
Nos bastidores, porém, integrantes da direita reconhecem a possibilidade de apresentação de um destaque que inclua Jair Bolsonaro.
Ainda na quinta-feira, tanto Eduardo (PL-SP) como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vincularam um recuo do presidente Trump a uma anistia aos envolvidos nos atos criminosos.



