Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

Sob pressão de Trump, PL da anistia perde tração no Congresso

Cúpula do Legislativo finalizava proposta alternativa, mas apoio do presidente republicado a Jair Bolsonaro deve colocar iniciativa em banho-maria

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A pressão feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra uma eventual condenação de Jair Bolsonaro (PL) enfraqueceu a tramitação do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos criminosos de 8 de janeiro de 2023.

A expectativa era de que a cúpula do Congresso Nacional apresentasse uma nova proposta sobre o tema ainda no mês de julho. A iniciativa excluiria dois tipos penais de condenados pelos atos e permitiria que envolvidos presos cumprissem pena em regime semiaberto.

A carta do presidente norte-americano e o discurso da direita de que só a anistia permitiria que a tarifa de 50% não fosse aplicada fez a proposta perder tração.

A avaliação de líderes partidários é de que, hoje, não há clima nem mesmo para votar uma proposta alternativa, que poderia passar a impressão de que o Brasil está cedendo aos Estados Unidos.

Na própria quinta-feira (10), o tema já era dado como improvável de ser analisado até mesmo por parlamentares de direita, antes animados com a iniciativa alternativa.

A avaliação é de que, agora, caberia à direita afastar totalmente a vinculação do tema a uma pressão de Donald Trump.

O novo projeto não incluiria, em um primeiro momento, apontados como autores intelectuais de uma tentativa de golpe de Estado.

Nos bastidores, porém, integrantes da direita reconhecem a possibilidade de apresentação de um destaque que inclua Jair Bolsonaro.

Ainda na quinta-feira, tanto Eduardo (PL-SP) como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vincularam um recuo do presidente Trump a uma anistia aos envolvidos nos atos criminosos.