Gustavo Uribe
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Uribe tem duas paixões: política e café. Cobriu 4 presidentes e 4 eleições presidenciais. E acorda todo dia às 5h da manhã para trazer em primeira mão os bastidores do poder

“STF não pode ser convertido em escudo protetor”, diz Celso de Mello

Em texto, ex-decano do Supremo Tribunal Federal não menciona nem Moraes nem Mendonça

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Em texto divulgado na noite de segunda-feira (7), o ex-decano Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu que a Suprema Corte não pode ser convertida em “escudo protetor de desvios individuais”.

Mais cedo, Celso divulgou com um grupo de ex-ministros uma carta de apoio ao atual presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para uma apuração “imediata e rigorosa” sob o devido processo legal dos episódios recentes sobre integrantes do Poder Judiciário.

Nem na carta conjunta nem na manifestação os nomes dos magistrados Alexandre de Moraes e André Mendonça, que são alvos de pedidos de investigação no Supremo, são mencionados.

Celso ressalta que os casos recentes “têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF”, bem como “sério desgaste da autoridade da Suprema Corte e grave declínio de respeitabilidade”.

“Nenhuma autoridade está acima da lei, nem pode invocar a dignidade do cargo para subtrair-se ao escrutínio público. Quem compromete a própria integridade fere também a confiança pública depositada na instituição”, destacou.

No texto, o ministro destacou que o Supremo Tribunal Federal “é maior do que todos e cada um de seus ministros” e, por isso, “não pode ser convertido em escudo protetor de desvios individuais”.

“Quando estão em causa o interesse da sociedade, a moralidade pública e a própria integridade das instituições, não há espaço para sombras, opacidade ou subtração de decisões ao escrutínio dos cidadãos”, destacou.

A carta foi assinada por 13 ex-ministros do STF, entre eles Carlos Velloso, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.

Os ministros aposentados e ex-presidentes do STF afirmam ter "plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza" de Fachin na condução da Corte no atual contexto.